Vantagens
Uma das boas práticas recomendadas para um maior planejamento de coleta e intervenção, caso necessário, é fazer a coleta da amostra de óleo na meia preventiva, ou seja, na metade do período indicado pelo fabricante. Por exemplo, se no manual, a indicação seria de 500 horas para a coleta, na meia preventiva, ela será feita com 250 horas. E qual é a vantagem desta prática?
Suponhamos que sua preventiva ocorra a cada 30 dias. A coleta de dados nos primeiros 15 dias (D15) retornará para você antes da sua programação do dia D30. A partir dos resultados, itens adicionais ao checklist regular terão tempo hábil para serem inseridos. Assim, a máquina não precisa ser parada por uma segunda vez, fora da programação da produção. Suas paradas programadas ficam direcionadas e são mais assertivas e eficientes.
Vamos verificar mais algumas aplicações desta prática:
Motores a combustão:
Você coletou na meia preventiva, e o resultado veio indicando passagem de fluido de arrefecimento.
O teste de estanqueidade em campo já fazia parte da sua preventiva? Não, mas agora você pode evitar que o vazamento continue nos próximos dias e afete a troca de calor, podendo até fundir o motor.
Turbo máquinas
Coletando na meia preventiva, a indicação foi de variação na carga aditiva, incluindo queda do elemento silício. A observação da formação de espuma em cada janela de inspeção do sistema, o tempo para sua dissipação e até a verificação de pontos de ingresso de ar no sistema já faziam parte da sua preventiva? Não, mas agora você pode evitar microdieseling, cavitações, má lubrificação e baixa eficiência com mais agilidade.
Estudo de Caso: Motor de Trator
Análise
O resultado da coleta da meia preventiva sinalizou a presença de alta concentração de sódio e de potássio, além de presença de cobre, indicando contaminação externa no sistema de lubrificação do motor. A fonte provável seria o próprio fluido de arrefecimento do sistema
Diagnóstico
Foi recomendada a inspeção do trocador de calor, buscando por furos ou fissuras que comprometessem sua integridade. Por segurança, indicou-se ainda verificar algum procedimento de lavagem próximo ao equipamento, pois resíduos de agentes desengraxantes poderiam ter efeito similar. A verificação de contaminação cruzada de óleo no sistema do radiador foi indicada, a fim de confirmar um dano maior no próprio motor.
Solução
Seguindo as verificações recomendadas, foi possível aproveitar a janela programada pela manutenção preventiva para verificar o trocador de calor e realizar teste de estanqueidade, ação que revelou um furo no item. As demais inspeções foram realizadas nos componentes, que se mostraram íntegros. Por conta do dano observado, foi necessário substituir o trocador de calor, o óleo do motor e seu filtro.
Retorno do Investimento
O custo da substituição do trocador de calor, do óleo do motor e do filtro foi de R$ 9.284. Caso não fosse realizado o monitoramento com a manutenção preditiva e as trocas necessárias, a passagem de fluido de radiador seguiria, prejudicando o correto arrefecimento do sistema, podendo levar o motor a fundir e a máquina a parar sua atividade. Danos dessas proporções acarretariam reforma do motor, com custo de R$ 120.000. Sem contar o prejuízo de sua indisponibilidade. A economia gerada pela manutenção preditiva foi de R$ 110.716 (ou 92,3%)
Fluxo ideal de coleta de amostras – meia preventiva
Não espere a parada programada preventiva para coletar, e só aí, descobrir a necessidade de intervenção que o obrigará a parar a máquina novamente!
Adote a coleta na “meia preventiva” e planeje corretamente suas ações de manutenção. Programe sua manutenção com a ALS!

