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Guia do relatório de análise de fluidos – Equipamentos Móveis

Quer aprender como analisar de forma mais completa o relatório ALS? Então este guia vai te ajudar.

O layout inicial de nosso relatório traz as seguintes informações:

 

Partículas de desgaste

Quando interpretamos uma amostra, não podemos avaliar um determinado elemento de forma isolada, precisamos levar em consideração a combinação de resultados, a análise de tendência de desgaste, a condição de óleo, se ocorreu adição no período, o período de trabalho do equipamento e dentre outros elementos, além do entendimento do comportamento de sistemas similares.

 

Algumas normas de referência:

•ASTM D7669-20 Standard Guide for Practical Lubricant Condition Data Trend Analysis
•ASTM D6224-2022-Standard Practice for In-Service Monitoring of Lubricating Oil for Auxiliary Power Plant Equipment
•ASTM D4378-13 -Standard Practice for In-Service Monitoring of Mineral Turbine Oils for Steam, Gas, and Combined Cycle Turbines

No caso do diesel, cujo controle de desgaste é feito via PQi, é importante ressaltar que o desgaste visto pode ser oriundo do processo de armazenamento e transporte. A contaminação pode favorecer a corrosão dos sistemas usados e o desgaste do sistema seria prejudicial à eficiência do combustível.

 

Contagem de Partículas por Classe ISO 4406

Para classificação das concentrações e medição dos resultados, utilizamos como referência a Norma ISO 4406.

A norma apenas determina a forma de classificação: os códigos de níveis são ordenados (1º/2º/3º), e diferenciam a dimensão e a propagação das partículas, conforme concentração de partículas (partículas/ml) nas faixas de tamanho:

> 4 μm
> 6 μm
> 14 μm

Limites de aplicação específicos são dados pelos fabricantes das máquinas, de acordo com cada projeto.

Quando os valores estão indisponíveis, utiliza-se a prática de mercado para o projeto em questão. Veja um exemplo:

Contaminação por partículas(Classe ISO 4406 ou SAE AS 4059)

Principais problemas que podem acontecer por alta contagem de partículas:

• Maior desgaste;
• Travamento de sistemas;
• Degradação do óleo.

Contaminação por fatores externos

*Nota: Ainda que esses valores sejam uma referência, levamos em consideração o comportamento do conjunto dos resultados. Para
equipamentos/compartimentos em períodos de amaciamento e/ou resultados de análises presentes de forma isolada, estes valores podem sofrer variações. As variações bruscas, maior taxa de desgaste e degradação acelerada do fluido gerarão uma sinalização de anormalidade nos resultados correlatos (mesmo que dentro e/ou fora da referência).

Contaminação por Água

Principais problemas que podem acontecer pela contaminação por água:

Na máquina:

• Compromete ação dos aditivos;
• Acelera a oxidação;
• Prejudica a lubrificação (rompe filme lubrificante).

Na amostra:

• Interferir em leituras de outros ensaios

 

Visual

Viscosidade

Principais problemas que podem acontecer pela viscosidade inadequada:

• Má lubrificação, com aquecimento do sistema e maior atrito entre as partes.
• Favorecimento da degradação do óleo e Contaminação Interna/Externa.

Oxidação(FTIR)

A oxidação representa o envelhecimento do lubrificante. Os parâmetros de interpretação varia conforme o tipo de óleo lubrificante e seu fabricante. Ainda se leva em conta a tendência dos últimos resultados.

Principais problemas que podem acontecer pela oxidação:

• Reduz as propriedades de lubrificação, aumentando a viscosidade, causando a formação de depósitos e entupimento dos filtros.

Sulfatação(FTIR)e Nitração(FTIR)

Visa identificar o aumento de gases gerados da combustão (blow-by). Os parâmetros de interpretação variam conforme o tipo de óleo lubrificante e seu fabricante. Ainda se leva em conta a tendência dos últimos resultados.

Glicol(FTIR)

É um indicador de contaminação por Líquido Arrefecedor que contém Etileno Glicol na formulação.
Os parâmetros de interpretação variam conforme o tipo de óleo lubrificante e seu fabricante. Ainda se leva em conta a tendência dos últimos resultados.

Os resultados que indicam contaminação devem ser avaliados em conjunto.

Fuligem(FTIR)

É um indicador de contaminantes gerados na combustão. Os parâmetros de interpretação variam segundo o tipo do motor e seu fabricante. Ainda se leva em conta a tendência dos últimos resultados.

O aumento de fuligem pode estar relacionado às condições dos filtros de ar.

TBN–Basicidade

Mede a capacidade do lubrificante (seus aditivos) de proteger o motor diante dos gases gerados na combustão, variação de temperatura e outros, sem perder as propriedades de lubrificação durante um período. Deve ser avaliado conforme a análise de tendência, em função das diferentes formulações.

Principais situações que podem reduzir o TBN antes do período esperado:

• Aumento de Sopro no Cárter (blow-by).
• Super aquecimento.
• Extensão de troca do óleo não projetada.

TAN-Acidez

Os ácidos podem ser provenientes de aditivação organometálica, oxidação do óleo e contaminantes ácidos. O resultado deve ser avaliado em acordo com a análise de tendência, em função das diferentes formulações que podem resultar em valores iniciais elevados.

Principais problemas que podem acontecer pelo aumento do TAN:
• Aumento da viscosidade em razão da degradação do lubrificante.
• Corrosão nas superfícies.

Carga aditiva

Os aditivos são substâncias modificadas ou sintetizadas adicionados aos lubrificantes, com a função de modificar, fornecer ou ressaltar propriedades dos óleos básicos, a fim de conferir maior eficácia aos lubrificantes.

 

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